Nesta quinta-feira (5), a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), por meio da Gerência Regional das Bacias do Médio e Baixo Jaguaribe, se reuniu, na Câmara Municipal de Pereiro, com representantes do poder público, sociedade civil e usuários do açude Adauto Bezerra, localizada no município de Pereiro, visando avaliar os resultados da operação 2025.2 do reservatório, e discutir a situação do abastecimento da cidade de Pereiro e comunidades no entorno do reservatório.

O analista em Gestão dos Recursos Hídricos, Isaac Soares, apresentou o histórico de alocação de água referente ao período. Ele relembrou que em 01/07/2025, início da operação 2025.2, o açude encontrava-se com um volume de 964.230 m³, equivalente a 20,13% de sua capacidade.

Foi alocada a vazão de 25 l/s para o abastecimento da sede de Pereiro e comunidades no entorno do reservatório. A simulação indicava que o reservatório secaria em dezembro/2025, porém, o açude chegou ao fim da operação (31/01) com um volume de 237.000 m³ (4,96% de sua capacidade).

Além disso, foi apresentado o prognóstico climático divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para o período entre fevereiro e abril, com 20% de probabilidade de chuvas acima da média, 40% em torno da média e 40% abaixo da média. As simulações indicam que o volume atual de água disponível no reservatório (227.235 m³ ou 4,74 %) garante o abastecimento humano até março de 2026.

O Analista em gestão de recursos hídricos, Cleilson Almeida, ressaltou que a Cogerh realiza suas simulações considerando os cenários mais restritivos, com aporte nulo, para ter margem na operação. No caso do açude Adauto Bezerra, uma vez que a adutora que capta água no rio Jaguaribe, na comunidade de Mapuá, ainda não está operacional, o manancial não perdeu tanto volume, evitando desabastecimento da cidade de Pereiro.

O representante da CAGECE, Raimundo Jovenildo, ressaltou que a montagem da adutora foi concluída em dezembro de 2025, mas, durante os testes, a tubulação não suportou a pressão dos cerca de 600 metros de desnível da serra do Pereiro e se rompeu.

Portanto, precisará ser substituída por uma tubulação de maior resistência, cujos trabalhos de substituição já foram iniciados, com aproximadamente 3 km de tubulação previstos para conclusão no final de fevereiro e início de operação em março de 2026.

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